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terça-feira, 21 de julho de 2009

Prevenir o Endividamento...

As mudanças sociais e económicas operadas na nossa sociedade de consumo deram origem a novos valores e estilos de vida. Se a isto somarmos o uso generalizado e indiscriminado do crédito deparamo-nos com situações de endividamento que nem sempre são fáceis de contornar. Entre as compras indispensáveis, necessárias e fúteis a escolha parece ser cada vez mais difícil se tivermos em conta o poder da publicidade que todos os dias nos entram pela casa dentro com novos e atractivos bens de consumo.

Gerir o dinheiro da melhor maneira durante o mês é uma árdua tarefa para a maioria das famílias portuguesas.

De acordo com os dados da DECO, o número de famílias que recorreram ao Gabinete de Apoio ao Sobre endividamento subiu 63 % nos primeiros oito meses do ano, face a igual período de 2006.

Em 2006, a taxa de poupança dos portugueses não ia muito além dos 8% do rendimento disponível, o valor mais baixo de sempre. Neste ano passado, a capacidade de poupar voltou a cair. Mas mais preocupante e alarmante é que o endividamento tem vindo a aumentar progressivamente. O consumo das famílias tem subido acima do rendimento o que corresponde actualmente a um endividamento das famílias em 124% do seu rendimento.

É extremamente importante que o casal saiba como gerir o orçamento familiar, podendo para tal começar com um planeamento das despesas mensais, tendo em vista o controlo total dos seus rendimentos.

É comummente reconhecido que as dívidas desequilibram o orçamento dos consumidores, com consequências graves para a vida familiar. Este desequilíbrio é mais grave quando ocorrem situações como o desemprego, a doença, um acidente ou um divórcio. Cada vez mais consumidores recorrem a estruturas de defesa do consumidor em consequência do endividamento excessivo e/ou sobre endividamento.

Prevenir o sobre endividamento das famílias bracarenses deverá ser também um dos grandes objectivos da responsabilidade da Câmara Municipal de Braga.

O P.P.M. sempre na esteira na defesa dos mais desprotegidos, apresentou, através do seu deputado e líder do grupo municipal na Assembleia Municipal de Braga, uma moção intitulada “Gerir um orçamento familiar sem derrapagens”.

Manuel Beninger propôs que a C.M.B. disponibilize aos munícipes, de forma gratuita, inserida no Gabinete ao Apoio do Munícipe e em estreita colaboração com a Federação Nacional das Cooperativas de Consumidores (FENACOOP) e a DECO, um serviço de apoio especializado sob a designação “Gerir o orçamento familiar sem derrapagens”.

Com o objectivo de promover e proteger os interesses dos consumidores, procurar-se-á sensibilizar para os riscos do crédito e para a importância da prevenção do endividamento. Desta forma, o consumidor poderá estimar os seus gastos diários e definir as necessidades reais, avaliando a possibilidade de cortes de despesas.

A Moção foi aprovada por unanimidade.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pobreza cresce entre as gerações mais jovens

Mostra o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, divulgado no dia 15 de Julho de 2009 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que a pobreza em Portugal estabilizou e as desigualdades diminuíram. Mas os números não podem ser olhados acriticamente.

Fala-se em dados respeitantes a 2007, isto é, antes do impacto da crise internacional, onde o risco de pobreza em Portugal mantém-se em 18%.

De acordo com o estudo, de que apenas foram divulgados dados provisórios, há uma faixa etária cujo risco de pobreza aumentou, em relação a 2006. Trata-se dos mais jovens, os que têm idades entre 0 e 17 anos, isto é, os dependentes.

2009 será um ano muito crítico com dificuldades extremas para as empresas portuguesas e subsequentemente para a população em geral. Será um ano dramático para muitas famílias, principalmente no 2º semestre do mesmo. Irá aumentar a pobreza declarada, aquela que aparece debaixo dos claustros da rua do Castelo e nos átrios de alguns edifícios comerciais. Irá aumentar também e progressivamente uma pobreza escondida daqueles que até há pouco tempo tinham uma vida desafogada mas que devido a perdas de poder de compra, ao desemprego e algumas vezes ao endividamento excessivo, mais a vergonha de assumir a perda de status económico, vivem numa miséria escondida com falta, muitas vezes, de medicamentos e de bens de primeira necessidade.

Ora, o Partido Popular Monárquico, considera que a Câmara Municipal de Braga, em conjunto com instituições de apoio à pobreza, como são exemplos o “Banco Alimentar Contra a Fome”, a “Santa Casa da Misericórdia”, a “Cruz Vermelha Portuguesa”, a Igreja, entre outras, devem ter em conta esta situação com apreensão e tem a obrigação moral e social, em parceria com estas instituições, de dar abrigo e apoio alimentar, a esses elementos mais desfavorecidos, amenizando assim, as dificuldades da vida quer dos sem abrigo, quer das famílias que irão sofrer a dita pobreza escondida, e que é certo que vai aumentar no ano de 2009.

Assim, Manuel Beninger, deputado e líder do Grupo Municipal do P.P.M. na Assembleia Municipal de Braga apresentou uma Moção, com o tema “Natal Solidário durante o ano de 2009”, onde prevê que:

deve ser nomeada uma comissão que reúna com as forças da cidade, através de protocolos e parcerias com entidades signatárias, para estabelecer planos de actuação e

o orçamento da C.M. Braga do próximo ano deve abranger uma verba extraordinária para amparar alguns dramas sociais complicados, devido ao momento de crise que se vive, como o que certamente irá acontecer na indústria que existe no nosso Concelho.

Após pequenos ajustes ao texto e apesar dos votos contra do P.C.P., a Moção foi aprovada.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1308969